Não sei se já cheguei a me apresentar (ou se realmente o devo), meu nome é Márcio Alexandre, tenho 38 anos, peitos e rosto peludos, 28 tatuagens, meias furadas e uma cadela que acredito ser uma experiência hitleriana de um javali com um gato emocionalmente dependente. Ela costuma se esfregar nas visitas com a delicadeza de uma gorila no cio privada de seu macho há, pelo menos, 15 anos. Como a expectativa de vida dos gorilas é de 39 anos, imagine a minha amada Antoinette (sim, o pedigree dela tem sangue azul) como aquela avó cuja pipa do vovô não sobe mais – ao melhor estilo samba-canção do Sr. Abravanel – e que transformou suas horas de diversão e prazer em chicotadas verbais nos seus queridos filhos e netos. Ou seja, pior que a grande seca de 1876 a 1879 cujos efeitos psicológicos persistem por gerações. Assim é minha querida Antoinette, tão sedutora quanto um toilette de beira de estrada frequentado pela mais alta estirpe de caminhoneiros ( tão apaixonados pela profissão que muitas vezes se confundem ontologicamente com o próprio objeto que lhe define ) do nosso típico circuito brasileiro de rodovias offroad.

caminhoneiro ontologicamente confuso tirando um cochilo
BR-235
Meus hobbies preferidos são caçar mamutes, mutilar formigas, ler filosofia grega e andar de bicicleta. Às vezes faço trabalho voluntário em asilos, trocando fraldas de tchutchucas senis. Trabalho na fornalha de um navio de caçadores de baleias andinos. Troco minhas cuecas duas vezes ao dia e sou viúvo. 5 vezes. Elas não acompanharam o ritmo da minha vida sexual e todas cometeram suicidio por falta de sexo. Amém.
hahahahahahahahahaha… meo deos…
o seu monitoramento reflexivo da ação está desativado ou expirou??
tenho medo de pessoas sem segurança ontológica! são imprevisíveis…
boa sorte!